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A importância dos “small world” no desenvolvimento infantil

A importância dos “small world” no desenvolvimento infantil

As brincadeiras com os “small world” são de extrema importância no desenvolvimento infantil já que permitem à criança criar cenários (a partir de situações do seu dia-a-dia, de histórias que tenham ouvido e de sua própria imaginação) num espaço de brincadeira em miniatura, com figuras e objetos em miniatura.

As brincadeiras de “small world” giram em torno de um tema, que podem depender quer do interesse da criança, ou um tema que o adulto considere pertinente e importante: Halloween, zonas de construção, fundo do oceano… a imaginação é o limite. E cada vez que uma criança brinque com um “small world” a experiência nunca será igual, tornando-se cada vez mais complexa à medida que a criança cresce e se desenvolve.

 

E porque é tão importante a criança brincar com “small world”?

Os “small world” são divertidos, muito mesmo, e como tal são a base para o desenvolvimento da criatividade e imaginação da criança, desde cedo. Possibilitam à criança a oportunidade para explorar novos materiais, criar cenários, construir a linguagem, praticar motricidade e coordenação motora, desenvolver competências sociais, e compreender o mundo que a rodeia.

Os “small world” são igualmente úteis para pais e educadores na medida em que estes podem e devem participar na brincadeira de uma forma divertida e orientada, e ao nível da criança.

Estas brincadeiras são igualmente importantes no desenvolvimento emocional da criança, à medida que ela desempenha um “papel” nestes “small world”. Não me canso de dizer que é possível observar que a criança controla e gere o seu próprio ambiente e o seu próprio tempo enquanto brinca com os “small world”, tomando decisões e recriando algumas das suas experiências. Os “small world” são as brincadeiras por excelência para desenvolver a criatividade e imaginação. Em simultâneo, a sua confiança e resiliência são desenvolvidas, bem como as suas competências sociais: à medida que brinca, a criança ouve os outros, respeita o espaço de todos os que participam na brincadeira, entende a importância dos papéis que cada um desempenha.

Outra competência que é desenvolvida enquanto a criança brinca nos “small world” é a resolução de problemas, na medida em que a criança, numa situação em que “as moedas não cabem todas no cofre do tesouro”, a criança irá conseguir chegar a uma solução através da experimentação. E a matemática também é extensivamente utilizada nos “small world”: “quantos peixes existem?”, “quantos tipos diferentes de peixes podemos ver?”, “quantas abelhas cabem na colmeia?”, “há mais ou menos favos de mel do que abelhas?”… a classificação e contagem de objetos estão sempre presentes. A criança aprende ao seu ritmo, de uma forma divertida enquanto estabelece uma relação de amizade e confiança com os seus pais ou educadores!

A criança consegue também aperceber-se e compreender melhor o mundo que a rodeia: consegue perceber o que acontece numa visita ao médico, por exemplo, sendo que os pais poderão, enquanto brincam com a criança num cenário adequado, explicar o que acontece na visita ao médico utilizando pequenas imagens e objetos adequados, ou como se desenvolve uma abelha durante o seu ciclo de vida…

Experimentar e manipular, continua a ser melhor forma de aprender!

Emma O’Leary, blogger (Life with Tiny Humans), Terapeuta da Fala e mãe de 3 lindas crianças disse:  

“Small world play is an excellent opportunity for kids to expand their ever-growing language skills. From exploring new vocabulary to organizing ideas, and developing sequencing skills, small world play can support children in becoming effective storytellers as they narrate their miniature adventures”.

 

Então, aqui fica um conselho: quando quiserem comprar um presente para uma criança, optem por jogos e brinquedos “da vida real”!

 


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